Quando já não escrevo. Quando evito pensar. Quando preencho os silêncios com pensamentos que estão lá só para que eu não pense sobre o que devo pensar. Sobre o que não quero pensar. Sobre o que não consigo evitar. A inevitável, indubitável e inegável verdade. Que já não se esconde pelas sombras dos meus pensamentos, mas que se coloca embaixo de todos os holofotes, impõe sua presença e reclama minha atenção. Quando percebo que estão enganados os que acreditam que a verdade é saborosa. Quando finalmente vejo que a verdade é um caco de vidro que a vida nos faz mastigar. Engolir. Digerir. Que verdade dói e machuca. Nesses momentos é que eu realmente preciso escrever.
Nesses momentos escrever é fácil. As palavras escorrem pela tinta da caneta azul e mancham o papel, as ideias escorrem pelas mãos e mancham o texto, os sentimentos escorrem pela mente e mancham as entrelinhas. Nestes momentos basta ir juntando os parágrafos na cabeça e depois transcrevê-los para um papel qualquer. Nestes momentos eu acabo de escrever antes mesmo de me dar conta de que tinha começado.
Porque os textos, a grande parte dos bons textos, nascem da angústia. Nascem da necessidade de nossa alma lidar com as verdades que o mundo nos faz engolir. A alma não sabe guardar segredos. Ela tem que dizer, ela tem que botar para fora, ela precisa que de alguma forma as outras almas do mundo também saibam o que ela está passando. Os textos nascem da eterna luta que existe entre nossa alma e nossa mente. Porque nosso lado racional nunca nos deixa simplesmente desabafar sobre tudo que queremos, em alto e bom som, a quem quer que seja. Porém a nossa alma não nos deixa em paz se não nos abrirmos.
Entretanto, a verdade não precisa ser um caco de vidro que fazemos os outros engolirem.
Podemos costurar a verdade nas entrelinhas, podemos polir suas pontas. Podemos amaciá-la. Podemos açucará-la. Podemos escrever. Podemos escrever sobre pássaros e rios e sobremesas. E podemos escrever sobre outras pessoas e outras situações e outros mundos. Podemos escrever e dessa forma dizer o que precisamos, mas sem precisar que essas palavras atinjam outras pessoas.
Somos escritores, ora essa. Podemos transformar dor em rima. Rima em verso. E verso em poesia.
Ou em um texto mesmo, se você for como eu e também não souber escrever poesias.
Nesses momentos escrever é fácil. As palavras escorrem pela tinta da caneta azul e mancham o papel, as ideias escorrem pelas mãos e mancham o texto, os sentimentos escorrem pela mente e mancham as entrelinhas. Nestes momentos basta ir juntando os parágrafos na cabeça e depois transcrevê-los para um papel qualquer. Nestes momentos eu acabo de escrever antes mesmo de me dar conta de que tinha começado.
Porque os textos, a grande parte dos bons textos, nascem da angústia. Nascem da necessidade de nossa alma lidar com as verdades que o mundo nos faz engolir. A alma não sabe guardar segredos. Ela tem que dizer, ela tem que botar para fora, ela precisa que de alguma forma as outras almas do mundo também saibam o que ela está passando. Os textos nascem da eterna luta que existe entre nossa alma e nossa mente. Porque nosso lado racional nunca nos deixa simplesmente desabafar sobre tudo que queremos, em alto e bom som, a quem quer que seja. Porém a nossa alma não nos deixa em paz se não nos abrirmos.
Entretanto, a verdade não precisa ser um caco de vidro que fazemos os outros engolirem.
Podemos costurar a verdade nas entrelinhas, podemos polir suas pontas. Podemos amaciá-la. Podemos açucará-la. Podemos escrever. Podemos escrever sobre pássaros e rios e sobremesas. E podemos escrever sobre outras pessoas e outras situações e outros mundos. Podemos escrever e dessa forma dizer o que precisamos, mas sem precisar que essas palavras atinjam outras pessoas.
Somos escritores, ora essa. Podemos transformar dor em rima. Rima em verso. E verso em poesia.
Ou em um texto mesmo, se você for como eu e também não souber escrever poesias.
Bibiana, esse texto foi fantástico. Tá no meu Top 5 Bibiana, foda!
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