domingo, 31 de janeiro de 2016

É Fim de Janeiro

É fim de janeiro. 

Eu pretendia escrever mais, mas no final escrevi apenas aquelas coisas que escrevemos apenas a nós mesmos. Aquelas a quem ninguém mais interessam, os retalhos dos pensamentos que nos perseguem durante os dias. Aquelas coisas cheias de raiva. De amor. De surpresa e aflição. Aquelas coisas esperançosas e difíceis de entender. Impossíveis de entender.

É fim de janeiro.

Eu fiz o vestibular. De alguma forma eu passei no vestibular. E eu me pergunto muito até que ponto foi justo eu passar, e até que ponto eu devo mesmo me questionar, e me pergunto porque o mundo sempre complica tudo. Ou porque eu sempre complico tudo que o mundo me dá. 

É fim de janeiro.

E eu estou cumprindo minhas metas do início do ano, o que é uma surpresa e algo sem precedentes. Minha vida, de uma forma geral, está andando exatamente para onde eu escolhi que ela andasse. Mas eu me perturbo tanto! Me perturbo com a ideia, com a semente da ideia, com aquela dúvida fundamental - o quanto eu realmente escolhi esse destino, e o quanto eu deixei que o escolhessem por mim?

É fim de janeiro.

E o início de mais um ano vai chegando ao fim. E me sobram dúvidas e me faltam respostas. E aqui está quente e lá fora chove. E eu queria saber mais sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre como agir em tantas situações que a vida me coloca. E eu não sei.

Eu simplesmente não sei. E essa ignorância não tem nada de santa.