Decepções. As palavras criam asas e voam para um mundo desconhecido e com certeza melhor que o nosso. As palavras, na verdade, sempre foram o melhor refúgio para aqueles que desejam fugir deste mundo infinitamente problemático e catastrófico. Decepções. Os olhos, eternos sentimentais, se enchem de lágrimas. Quanto drama! O coração bate errado, descompassado, machucado. E que se dane a rima, o poeta e a poesia. E já não existem borboletas por dentro, e sim um vazio mortal, desesperador e doentio. Decepções. Nascem dos mais belos sonhos, daqueles com gostinho de tarde de verão. Pura enganação! São eles que criam as raízes perigosamente fundas que fazem com que doam tanto, as decepções. Enganam nosso sistema imunológico, mas são veneno puro. Os sonhos, as decepções. Dois lados da mesma moeda. Decepções. Que fazem tudo perder o brilho, que estragam o mais bonito dos dias, que matam de dentro para fora. De que adianta culpar os outros? As decepções são nossas e só a nós pertencem. São os frutos estragados da nossa imaginação. E apenas nós somos responsáveis por elas. Apenas nós. Ah, as decepções...