quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reasons for not killing myself


1. Mess/clean up issues;
2. Makes parents look bad;
3. Would never see Jordana again;  Would never read books again; 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Eu não nasci pra ser escritora

Não nasci pra ser escritora. Nunca fui muito boa para guardar datas, nunca consegui descrever cenas muito bem. Não conheço nenhuma pessoa perfeita, olhos claros, cabelos maravilhosos. Não acredito em casais perfeitos, nem nesse tal de amor a primeira vista. Não acredito que opostos se atraem. Não gosto de muita melação, e acho essa história de destino marmelada. Me irrito com lições de moral, me irrito com felizes para sempre. Não nasci pra ser escritora porque dificilmente entendo as pessoas. Não entendo seus pensamentos e muito menos seus sentimentos.

Imaginem uma escritora que comece com "Foi naquele dia, não me lembro bem quando, naquele lugar, vocês sabem, perto daquele outro onde aconteceu aquela coisa...". Um desastre, sem dúvidas. Imaginem uma história onde a heroína tem espinhas na cara e o herói é um guri que esqueceu de fazer a barba e está com aquela cara de sem teto! Imaginem uma escritora que não acredita que o casal, tão bonitinho e tão fofinho, vá ficar junto mais do que um ano. Imaginem uma escritora que ache que certas coisas acontecem simplesmente porque acontecem e que não importa os sentimentos de qualquer um, o mundo continuará girando como se nada tivesse acontecido. Imaginem se isso poderia dar certo.

Eu não nasci para ser escritora. Não sei nem o que vestir quando acordo de manhã, como seria a estilista de  um elenco inteiro? Fico tantas vezes sem ter o que dizer, como faria as falas dos meus personagens? Tem dias que nem sei quem sou, como criarei outras pessoas?

Não nasci pra ser escritora. Todos os dias são tão parecidos, o sol nunca sorri pra mim, a lua nunca aparece pra me saudar, o vento não faz caricias, os pingos de chuva são gelados E desconfortáveis. A natureza parece estar pouco se lixando para o resto do universo, e eu dificilmente atribuiria ao humor das pessoas as mudanças de estação. 

Não nasci pra ser escritora. Não sou onisciente, não sou onipresente. Não sei nem de mim, como saberei dos outros? Acredito que o mundo já tem problemas demais, e criar mais deles pelo simples prazer de solucioná-los me parece babaquice. Não nasci pra ser escritora, não sei escrever poemas. Não sei escrever poesias. Não sei escrever crônicas, contos, peças ou até mesmo cantorias. Não sei nem escrever rimas. Conheço uma ou duas palavras, e aos poucos tento emendá-las, remedá-las e fazê-las parecer menos estúpidas do que na verdade são.

Não nasci pra ser escritora, me sombram pontos, me sobram vírgulas. Me faltam sinônimos, me faltam substantivos, me faltam os verbos, principalmente os intransitivos. 

Não nasci pra ser escritora, mas mesmo assim escrevo. Escrevo porque dentro de mim, tem essa coisa. Esse ser estranho, essa voz que sussurra coisas tão alto ao pé do meu ouvido. E essa sim sabe de tudo, vê tudo, lembra de tudo. A essa não sobram dúvidas, a essa não faltam palavras. A essa tudo tem um sentido, a essa nada é obra do acaso. E ela vai me dizendo, vá pra esquerda, dobre a direita, vá mais rápido. E eu sigo, sem pestanejar. Porque, afinal, eu posso não ter nascido pra ser escritora, mas venho vivendo toda minha vida para isso. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Lembranças de poeira estelar

Minha vida inteira vem sendo uma busca por algo a que me prender. Algo que faça tudo isso valer a pena, algo que me de esperança nos momentos ruins e que esteja comigo nos melhores momentos. Algo ou alguém. Hoje, mais do que nunca, eu percebo que falhei miseravelmente nessa busca. Todas às vezes que eu pensei ter encontrado algo desse tipo, eu estava me enganando. Não vou chamar ninguém de falso, nem dizer que me enganaram. É idiotice querer culpar metade do mundo quando eu sei que, no final das contas, eu vi o que quis ver. Eu sempre vejo apenas o que quero, eu sempre faço as mesmas estupidezes como se, de alguma forma, o resultado fosse ser diferente. 

Eu queria poder dizer que existe alguém em quem eu confio plenamente, alguém com que eu posso contar sempre, alguém que realmente faça a diferença... Mas não existe. Não existe um único ser vivo desse universo ao qual eu possa dizer que é a pessoa mais importante da minha vida, e o inverso é da mesma forma verdadeiro. Isso me assusta. 

Dia desses eu cheguei (acho que pela primeira vez) no meu limite, tanto físico quanto psicológico. E quanto já não se dorme, já não se come e não se descansa, e quando já não existe mais paciência para aguentar gente reclamando, gente brigando, gente gritando, e quando tudo vai se juntando tão forte dentro da gente, mais do que nunca dá um vontade de matar o mundo inteiro, uma vontade de sair correndo para o lado contrário, uma vontade extremamente grande de simplesmente desabar e deixar tudo de lado. Mas não dá pra fazer isso. Da pra contar até um milhão trezentos e noventa e sete, lavar o rosto e tentar seguir em frente, do jeito que der. Em algum momento durante minha crise nem um pouco problemática, pessoas improváveis tentaram me acalmar. Pessoas praticamente desconhecidas tentaram ajudar, pessoas conhecidas que eu nem gosto tanto deram apoio, enquanto aqueles com que eu pensava contar não fizeram nada. Nada. 

E isso, mais do que qualquer coisa, me faz perceber minha burrice de sempre considerar demais pessoas que não se importam nem um pouco. É como se a sina da minha vida fosse que nem os versos daquela música "parece que é tão normal, gostar de quem não gosta de mim". 

É como se o universo estivesse me dando uma lição, é como se ele dissesse: as melhores pessoas, os melhores amigos, não são os que tem as melhores conversas, nem as melhores opiniões. Não são os mais inteligentes, muito menos os de melhor aparência. Não são os mais engraçados. Os melhores, começo a pensar, são aqueles que estão lá quando se precisa deles.


Boas férias pra vocês também. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Respirar. Contar até dez. Respirar. Contar até mil. Respirar e lembrar de matar as pessoas apenas em pensamento.

Dia desses me disseram algo que eu tinha que aprender a entrar no modo "foda-se", não ligar para o que os outros estão dizendo e simplesmente continuar fazendo minha parte. Mas, como não poderia deixar de ser, não é tão simples. 
As pessoas estão começando a me dar ânsia de vômito. 
Eu tenho uma vontade enorme de simplesmente deixar tudo nas mãos desses que só sabem reclamar, e depois só ficar na arquibancada vendo o circo pegar fogo com todos eles lá dentro. Gostaria de ver eles dormindo quatro horas por noite, queria ver eles correndo atrás de material, de dinheiro, de pessoas. Gostaria, nem que fosse ao menos uma vez, que eles é que estivessem tentando fazer tudo acontecer direito, em vez de simplesmente ficarem num coro ao fundo reclamando de todos e qualquer um.
Eu acho o ó do ó do ó do borogodó essas pessoas que gritam pela tal da democracia, mas que esquecem que quando ninguém se puxa nada acontece. Se não querem ninguém a frente então se puxem também, essa mania de querer nivelar tudo por baixo me estressa.
Me estressa a falta de compreensão, me estressa a falta de comprometimento, me estressa quem quer falar sem saber, me estressa quem nem quer saber mas quer ser ouvido, me estressa reclamações sem sentido, me estressa, profundamente, ter que ouvir que não estou fazendo nada.
Fazendo nada.
Dá um vontade absurda de realmente não fazer nada. Dá uma vontade de voltar a ser uma criança birrenta e dizer "ah, nada é?", só pra ferrar com alguns. Mas não dá, não dá porque é falta de consideração com muita gente que também está se puxando demais. Não dá pra simplesmente largar porque quem vai correr atrás depois são os mesmos de sempre, e não essas criaturas estúpidas.
Essas pessoas não fazem bem pra minha saúde mental. Eu queria poder socá-las até fazê-las entender o óbvio, queria poder abrir a cabeça delas e colocar alguma coisa que preste dentro, queria jogar água gelada nelas pra ver se elas acordam pra vida e pra realidade.
Nada disso está me fazendo bem.
Isso não foi feito pra mim, não foi mesmo. Eu tentei, tentei mesmo, mas as pessoas não valem o esforço. Quanto mais eu penso mais eu vejo que isso não vale a pena. Eu quero voltar pros meus livros, quero dar uma volta pelo Condado, quero voltar para Carvahall, quero o Ermo do Lampião ou até mesmo a Cidade Sombria dos Corvos. Qualquer lugar longe das pessoas, longe de tanta estupidez e ignorância.
Agora é meio tarde pra voltar a trás, quanto a alguns assuntos, mas acho que para referências futuras lembrarei de momentos como esse. Lembrarei que não vale a pena. 

Eu quero férias, mas não só dessa escola estúpida, eu quero férias da minha vida. 
E, se eu não posso dizer isso na cara das pessoas, que eu ao menos diga aqui, a todos esses idiotas de plantão: Não gostam de como eu faço as coisas? Então façam melhor, ou, como é que eu estava dizendo no inicio do texto? Ah, é. FODAM-SE!