Acho que uma das coisas que mais me incomodava nas aulas de história era quando eu via os mesmos erros sendo repetidos um sem número de vezes por um sem número de pessoas e sempre acabando mal. Quero dizer, custa tanto assim aprender um pouquinho com os erros passados? O quão complicado é simplesmente aceitar que se deu errado antes, vai dar errado agora? É tão difícil assim entender que invadir a Rússia durante o inverno é uma péssima ideia? Hein, Napoleão? Hein, Hittler?
Mas então eu comecei a viver um pouco mais no mundo real e um pouco menos no meu próprio mundo à parte. E um dos pontos mais importantes sobre o mundo real é que as coisas nem sempre fazem sentido. E por mais estúpido que pareça, às vezes nós precisamos ter nossa cota de erros. Não basta ver alguém se queimando, não basta ver alguém caindo, não basta alguém dizer que coca-cola e sorvete não combinam. Nós precisamos tentar. Precisamos colocar a porcaria da mão em cima do fogão. Precisamos sentir a dor. Precisamos ficar com uma cicatriz pelos próximos cinco anos.
Não apenas porque essa é uma das melhores maneiras de aprender. Mas também por que às vezes é a única.
Entretanto, tem mais. Claro que tem mais. E claro que faz ainda menos sentido. Porque é assim que as coisas são e pronto.
Porque, às vezes, simplesmente tem aquela rua onde tu sabe que não deve andar de bicicleta. Porque todo mundo cai lá. Porque tu já caiu lá. Porque tu sabe que não é certo andar lá. Que andar de bicicleta por lá com certeza vai acabar mal. Mas mesmo assim você vai. Vai porque naqueles segundos que tu consegue andar de bicicleta por aquela rua, naqueles míseros segundos antes que tudo desmorone e tu se machuque, naqueles instantes que tu está andando tão, mas tão rápido, que nada mais importa, naqueles instantes você se sente invencível.
E às vezes apenas isso importa. Esses segundos antes que o mundo desmorone.
Porque errar é humano. E, às vezes, errar de novo é mais humano ainda.
E vai que na próxima vez que se invadir a Rússia no inverno dá certo? rsrsrs
ResponderExcluirÓtimo texto, sem mais :P