sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Capítulo VI - e outras besteiras

Como faço sempre que sobra um tempo, vim dar uma passada por aqui pra ver como as coisas estavam. Vocês sabem, revolver os vulcões e procurar umas raízes de baobás que possam estar se esgueirando por ai. Aproveitei e vi um pôr do sol, e depois outro e outro. E mais muitos. Ver o sol se pôr é tão bonito e tão triste. E mesmo quando a gente desvia o olhar para as estrelas e vê que elas riem, ainda assim é tão triste.  Eu possivelmente não deveria achar isso, mas existe essa beleza tão grande na tristeza e na melancolia.  Os livros, as músicas, as histórias mais tristes são sempre tão bonitas... as mais bonitas. E isso é tão, tão errado.  Acho que estou precisando ver o sol se pôr mais umas quarenta e três vezes. Acho que estou precisando reler os últimos capítulos de Relíquias mais uma vez. Acho que estou precisando rever o último episódio da primeira temporada de The O.C. e o último episódio de Gilmore Girls. Acho que estou precisando ouvir Hallelujah mais umas mil vezes e criar toda uma playlist com Snow Patrol, Plain White T's e Joseph Arthur. Eu estou, definitivamente, precisando fazer alguma coisa. Eu só não sei o quê. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Gostando de gostar de gostar

Eu acho mesmo é que nós gostamos de gostar. Gostamos de sentir como se peixinhos vivessem em baixo do nosso suéter ou borboletas no nosso estômago. Gostamos de nos distrairmos com o tom bonito de azul com que o céu se coloriu num dia qualquer ou de termos vontade de parar para assistir o pôr do sol sem motivos. Gostamos de termos alguém para mandar uma mensagem que só diga um “boa noite” meio tímido. Gostamos de começar a ver sentido em Neruda ou de sentir vontade de assistir comédias românticas bobas. Acho que gostamos de ficarmos bobos, bem bobos. De rirmos sem motivo, de perdermos o olhar no horizonte, de sentirmos mil coisas só de ouvir uma música. Gostamos de ter alguém em quem pensar naqueles minutinhos antes de dormir. Gostamos de sonhar com alguém. Gostamos de acordar já pensando nesse alguém. 

E não vejo problema nenhum nisso, porque gostar é tão bom que nós temos mesmo que gostar de gostar. A gente só tem que aprender a não se deixar levar por isso, não começar a achar que gosta só porque gostar é bom. Nós não podemos ver apenas o que queremos nas pessoas, nem podemos simplesmente imaginar o que elas são. Nós temos que gostar das pessoas tal quais elas são, porque quando nos apaixonamos por uma ideia voamos alto demais, tão alto que chegamos perto do sol e nossas asas derretem. 

E então a gente cai. E então a gente se machuca. E então a gente se promete que nunca mais vai gostar de ninguém de novo, que nunca mais vai tentar voar. Mais isso não parece certo, porque voar é tão bom! 

O segredo, eu acho, para mantermos nossas asas intactas (e em uso) é gostar de pessoas reais. De gostar de pessoas inteiras, com seus medos, angústias e tristezas, que sempre nos prendem um pouquinho ao chão e também com todas as suas qualidades, alegrias e risos, que nos impulsionam em direção ao céu. E também porque podemos fazer algo ainda mais mágico do que voar, podemos fazer outra pessoa descobrir qual é o sabor do céu. E é isso, dizem por ai, que faz a vida valer a pena.

domingo, 2 de setembro de 2012

O amor em quatro atos


Era o início da primavera
E ela gostava de recolher flores
Que estavam caídas pelo chão
Era o início da primavera
E ele viu a maneira como ela enrolava seu cabelo, distraidamente
E perdeu seu coração
Era o início da primavera
E os dois se encontraram pela primeira vez
E pela primeira vez se beijaram
Em baixo de um caramanchão

Era o meio do verão
E todas as flores estavam murchas
E ela se sentou a sombra de uma árvore, para pensar
Era o meio do verão
E ele não reparou em como ela enrolava seu cabelo, distraidamente
E nem em como a vida dos dois também parecia murchar
Era o meio do verão
E os dois se desencontraram, não pela primeira vez
Pois ela ainda não tinha pensando em nada
E ele não sabia que precisava falar

Era o final do outono
E tudo estava amarelo
O que ao menos combinava com o sorriso dele, ela não deixou de ponderar
Era o final do outono
E ele já não conseguia entender porque ela enrolava tanto seu cabelo, distraidamente
E isso não deixou de o irritar
Era o final do outono
E eles se encontraram, não pela última vez
E tinham pensado tanto
Que começaram a brigar

E, então, o inverno finalmente chegou
E ela já não enrolava mais seu cabelo, distraidamente
E ele já não a olhava mais
E, embaixo de um caramanchão, eles se encontraram
Mas já não se beijaram
Eles disseram adeus, e todas as coisas que todos falam
Enquanto esperam outra primavera começar


P.S. : Minha primeira poesia, então, não me traumatizem. Se gostaram digam, se não gostaram se omitam :p

P.S.2: Eu estou falando sério.

P.S.3: Mentira.

P.S.4: Desculpem pelas rimas podres, meu vocabulário é triste. E a ideia que conta! Não é?

P.S.5: Bom fim de semana!

sábado, 18 de agosto de 2012

O infinitamente perturbador espaço entre nossas orelhas

A verdade é que nossa maior companheira é a solidão. Do momento em que nascemos até o dia da nossa morte, vivemos sós. Não importa quantos amigos venhamos a ter, ou namorados, maridos, filhos... São pequenas as áreas de intersecção que formamos com nossos iguais, se comparadas ao infinito espaço entre nossas orelhas. O que de forma alguma diminui a importância dessas pessoas, tanto pelo contrário. É exatamente essa solidão que faz de cada momento compartilhado, um momento especial.

Quanto mais conheço outras pessoas, mais vejo o quanto tentamos negar a verdade. Passamos boa parte do tempo tentando, e algumas vezes conseguindo, acreditar que essa solidão não existe. Prendemos-nos a mentiras bobas e a ilusões criadas por nós mesmos, repetimos como num mantra que existem pessoas que nos conhecem inteiramente, pessoas que conhecem cada detalhe a nosso respeito e cada pequena inclinação do nosso espírito. Ou, então, ficamos esperando, rezando para que ela apareça o quanto antes. Mas essa pessoa, com ou sem cavalo branco, jamais aparecerá.

Não é possível que um ser humano conheça totalmente outro ser humano. Não é possível que alguém saiba realmente quem outra pessoa é, porque a única maneira de saber realmente como uma pessoa se sente é estando na mente dela, é sendo ela. Porque a única maneira de realmente entender porque uma pessoa é exatamente como ela é, é tendo vivido tudo que ela viveu. É sentir todas as emoções que ela sentiu, é ter dado o primeiro passo que ela deu, o primeiro beijo, o primeiro dia de aula. É ter visto o que ela viu, ter ouvido, ter falado, ter experimentado. E isso, caros senhores, cada um só sabe de si. 

Ao passo que nossas experiências com outras pessoas são limitadas, carregamos dentro de nós mesmos infinitos particulares. E esses infinitos particulares nos abrem infinitas possibilidades. Nesse estranho lugar entre nossas orelhas podemos ser qualquer um, podemos ser todos eles. Conhecemos quem ou o que quisermos, podemos ignorar a gravidade e todos os outros princípios físicos. Ali podemos nos consagrar como heróis das nossas próprias sagas, podemos ressurgir das cinzas, podemos viajar até Alfa do Centauro, se quisermos. Podemos ir e voltar, e ir outra vez. Podemos ser, não ser, continuar, permanecer. Ali somos o que somos, o que quisermos ser. 

Mas, estranhamente, muitos preferem simplesmente ignorar todas essas possibilidades. Assim como fazem aqui, no dito mundo real, passam boa parte de suas vidas construindo muros, cada vez mais altos, que fazem seus infinitos se reduzirem a pequenos porões. Talvez estes sejam mais confortáveis, aconchegantes e seguros. Mas será que tem a mesma graça? Não sei. Só sei que quando nos asseguramos tanto que NADA vai nos acontecer... bem, NADA nos acontece. 

Talvez fechar-se assim seja simplesmente um modo de fugir um pouco dessa solidão. Talvez essa percepção de tudo que temos dentro de nós mesmos apenas realce o quão longe estamos das outras pessoas, e elas de nós. Mas, penso eu, criar muros é a abordagem errada. Querendo ou não, esses muros se refletirão no mundo real. E, longe de aproximar quem quer que seja, repelirão as pessoas.

Assim, penso eu, a solução para a fuga dessa solidão, e até de nós mesmos, não se encontra em muros. Penso que toda a disposição e esforço que são usadas para isso poderiam ser revertidos para uma solução um tanto mais adequada. Nada assim, tão complexo ou complicado. A solução, na verdade, é bem simples. Em vez de nos preocuparmos tanto com os muros, poderíamos, facilmente, construir pontes. 


Espero, realmente, que tenham entendido.
Abraços e bom fim de semana!
Bibiana.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As Melhores Coisas do Mundo


10. Quando a gente vai chegando na praia e começa a ver recortes do mar perdidos entre uma rua e outra. 
9. Quando o Darcy e a Elizabeth finalmente ficam juntos. E que se dane, eu sou uma romântica intratável mesmo.  
8. O vento super hiper mega power forte que vem antes das chuvas no verão. 
7. Abraço quebra-ossos.  
6. A manhã depois do Natal. 
5. Banho de mar quando está chovendo. 
4. The String Quartet tocando The Killers.
3. Virar a noite lendo um livro.
2. Quando a gente se dá conta que o mundo está cheio de gente legal e interessante e que muitas delas estão logo aqui, prontas pra nos convidarem pra deitar na grama e falar sobre tudo e nada. Ou nos convidarem pra um almoço, pra uma volta, pra uma caminhada. Prontas até mesmo para irem com a gente até a PNP atrás de leds auto brilho e resistores de dez ohms. Melhor ainda quando percebemos que se nos convidam é pelo simples prazer de uma boa companhia, sem segundas, terceiras, ou centésimas intenções. Elas estão por ai sim, as pessoas legais, a gente só tem que aprender a ser menos melodramáticos e começar a olhar para os lados e realmente ver as coisas. 
1. Chocolate! Porque,afinal, eu não sou gorda por acaso. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reasons for not killing myself


1. Mess/clean up issues;
2. Makes parents look bad;
3. Would never see Jordana again;  Would never read books again; 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Eu não nasci pra ser escritora

Não nasci pra ser escritora. Nunca fui muito boa para guardar datas, nunca consegui descrever cenas muito bem. Não conheço nenhuma pessoa perfeita, olhos claros, cabelos maravilhosos. Não acredito em casais perfeitos, nem nesse tal de amor a primeira vista. Não acredito que opostos se atraem. Não gosto de muita melação, e acho essa história de destino marmelada. Me irrito com lições de moral, me irrito com felizes para sempre. Não nasci pra ser escritora porque dificilmente entendo as pessoas. Não entendo seus pensamentos e muito menos seus sentimentos.

Imaginem uma escritora que comece com "Foi naquele dia, não me lembro bem quando, naquele lugar, vocês sabem, perto daquele outro onde aconteceu aquela coisa...". Um desastre, sem dúvidas. Imaginem uma história onde a heroína tem espinhas na cara e o herói é um guri que esqueceu de fazer a barba e está com aquela cara de sem teto! Imaginem uma escritora que não acredita que o casal, tão bonitinho e tão fofinho, vá ficar junto mais do que um ano. Imaginem uma escritora que ache que certas coisas acontecem simplesmente porque acontecem e que não importa os sentimentos de qualquer um, o mundo continuará girando como se nada tivesse acontecido. Imaginem se isso poderia dar certo.

Eu não nasci para ser escritora. Não sei nem o que vestir quando acordo de manhã, como seria a estilista de  um elenco inteiro? Fico tantas vezes sem ter o que dizer, como faria as falas dos meus personagens? Tem dias que nem sei quem sou, como criarei outras pessoas?

Não nasci pra ser escritora. Todos os dias são tão parecidos, o sol nunca sorri pra mim, a lua nunca aparece pra me saudar, o vento não faz caricias, os pingos de chuva são gelados E desconfortáveis. A natureza parece estar pouco se lixando para o resto do universo, e eu dificilmente atribuiria ao humor das pessoas as mudanças de estação. 

Não nasci pra ser escritora. Não sou onisciente, não sou onipresente. Não sei nem de mim, como saberei dos outros? Acredito que o mundo já tem problemas demais, e criar mais deles pelo simples prazer de solucioná-los me parece babaquice. Não nasci pra ser escritora, não sei escrever poemas. Não sei escrever poesias. Não sei escrever crônicas, contos, peças ou até mesmo cantorias. Não sei nem escrever rimas. Conheço uma ou duas palavras, e aos poucos tento emendá-las, remedá-las e fazê-las parecer menos estúpidas do que na verdade são.

Não nasci pra ser escritora, me sombram pontos, me sobram vírgulas. Me faltam sinônimos, me faltam substantivos, me faltam os verbos, principalmente os intransitivos. 

Não nasci pra ser escritora, mas mesmo assim escrevo. Escrevo porque dentro de mim, tem essa coisa. Esse ser estranho, essa voz que sussurra coisas tão alto ao pé do meu ouvido. E essa sim sabe de tudo, vê tudo, lembra de tudo. A essa não sobram dúvidas, a essa não faltam palavras. A essa tudo tem um sentido, a essa nada é obra do acaso. E ela vai me dizendo, vá pra esquerda, dobre a direita, vá mais rápido. E eu sigo, sem pestanejar. Porque, afinal, eu posso não ter nascido pra ser escritora, mas venho vivendo toda minha vida para isso. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Lembranças de poeira estelar

Minha vida inteira vem sendo uma busca por algo a que me prender. Algo que faça tudo isso valer a pena, algo que me de esperança nos momentos ruins e que esteja comigo nos melhores momentos. Algo ou alguém. Hoje, mais do que nunca, eu percebo que falhei miseravelmente nessa busca. Todas às vezes que eu pensei ter encontrado algo desse tipo, eu estava me enganando. Não vou chamar ninguém de falso, nem dizer que me enganaram. É idiotice querer culpar metade do mundo quando eu sei que, no final das contas, eu vi o que quis ver. Eu sempre vejo apenas o que quero, eu sempre faço as mesmas estupidezes como se, de alguma forma, o resultado fosse ser diferente. 

Eu queria poder dizer que existe alguém em quem eu confio plenamente, alguém com que eu posso contar sempre, alguém que realmente faça a diferença... Mas não existe. Não existe um único ser vivo desse universo ao qual eu possa dizer que é a pessoa mais importante da minha vida, e o inverso é da mesma forma verdadeiro. Isso me assusta. 

Dia desses eu cheguei (acho que pela primeira vez) no meu limite, tanto físico quanto psicológico. E quanto já não se dorme, já não se come e não se descansa, e quando já não existe mais paciência para aguentar gente reclamando, gente brigando, gente gritando, e quando tudo vai se juntando tão forte dentro da gente, mais do que nunca dá um vontade de matar o mundo inteiro, uma vontade de sair correndo para o lado contrário, uma vontade extremamente grande de simplesmente desabar e deixar tudo de lado. Mas não dá pra fazer isso. Da pra contar até um milhão trezentos e noventa e sete, lavar o rosto e tentar seguir em frente, do jeito que der. Em algum momento durante minha crise nem um pouco problemática, pessoas improváveis tentaram me acalmar. Pessoas praticamente desconhecidas tentaram ajudar, pessoas conhecidas que eu nem gosto tanto deram apoio, enquanto aqueles com que eu pensava contar não fizeram nada. Nada. 

E isso, mais do que qualquer coisa, me faz perceber minha burrice de sempre considerar demais pessoas que não se importam nem um pouco. É como se a sina da minha vida fosse que nem os versos daquela música "parece que é tão normal, gostar de quem não gosta de mim". 

É como se o universo estivesse me dando uma lição, é como se ele dissesse: as melhores pessoas, os melhores amigos, não são os que tem as melhores conversas, nem as melhores opiniões. Não são os mais inteligentes, muito menos os de melhor aparência. Não são os mais engraçados. Os melhores, começo a pensar, são aqueles que estão lá quando se precisa deles.


Boas férias pra vocês também. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Respirar. Contar até dez. Respirar. Contar até mil. Respirar e lembrar de matar as pessoas apenas em pensamento.

Dia desses me disseram algo que eu tinha que aprender a entrar no modo "foda-se", não ligar para o que os outros estão dizendo e simplesmente continuar fazendo minha parte. Mas, como não poderia deixar de ser, não é tão simples. 
As pessoas estão começando a me dar ânsia de vômito. 
Eu tenho uma vontade enorme de simplesmente deixar tudo nas mãos desses que só sabem reclamar, e depois só ficar na arquibancada vendo o circo pegar fogo com todos eles lá dentro. Gostaria de ver eles dormindo quatro horas por noite, queria ver eles correndo atrás de material, de dinheiro, de pessoas. Gostaria, nem que fosse ao menos uma vez, que eles é que estivessem tentando fazer tudo acontecer direito, em vez de simplesmente ficarem num coro ao fundo reclamando de todos e qualquer um.
Eu acho o ó do ó do ó do borogodó essas pessoas que gritam pela tal da democracia, mas que esquecem que quando ninguém se puxa nada acontece. Se não querem ninguém a frente então se puxem também, essa mania de querer nivelar tudo por baixo me estressa.
Me estressa a falta de compreensão, me estressa a falta de comprometimento, me estressa quem quer falar sem saber, me estressa quem nem quer saber mas quer ser ouvido, me estressa reclamações sem sentido, me estressa, profundamente, ter que ouvir que não estou fazendo nada.
Fazendo nada.
Dá um vontade absurda de realmente não fazer nada. Dá uma vontade de voltar a ser uma criança birrenta e dizer "ah, nada é?", só pra ferrar com alguns. Mas não dá, não dá porque é falta de consideração com muita gente que também está se puxando demais. Não dá pra simplesmente largar porque quem vai correr atrás depois são os mesmos de sempre, e não essas criaturas estúpidas.
Essas pessoas não fazem bem pra minha saúde mental. Eu queria poder socá-las até fazê-las entender o óbvio, queria poder abrir a cabeça delas e colocar alguma coisa que preste dentro, queria jogar água gelada nelas pra ver se elas acordam pra vida e pra realidade.
Nada disso está me fazendo bem.
Isso não foi feito pra mim, não foi mesmo. Eu tentei, tentei mesmo, mas as pessoas não valem o esforço. Quanto mais eu penso mais eu vejo que isso não vale a pena. Eu quero voltar pros meus livros, quero dar uma volta pelo Condado, quero voltar para Carvahall, quero o Ermo do Lampião ou até mesmo a Cidade Sombria dos Corvos. Qualquer lugar longe das pessoas, longe de tanta estupidez e ignorância.
Agora é meio tarde pra voltar a trás, quanto a alguns assuntos, mas acho que para referências futuras lembrarei de momentos como esse. Lembrarei que não vale a pena. 

Eu quero férias, mas não só dessa escola estúpida, eu quero férias da minha vida. 
E, se eu não posso dizer isso na cara das pessoas, que eu ao menos diga aqui, a todos esses idiotas de plantão: Não gostam de como eu faço as coisas? Então façam melhor, ou, como é que eu estava dizendo no inicio do texto? Ah, é. FODAM-SE!